Um Olhar À Situação do Trabalho Educacional Hoje

​O Mundo do Trabalho Educacional tem sofrido inúmeras transformações nos últimos anos, isso não decorrência das mudanças mundiais no âmbito da expansão da sociedade do conhecimento e a digitalização cada vez maior em cada uma das esferas da sociabilidade. Isso tem trazido uma série de modificações na distribuição etária e nos sexos dos profissionais da educação. Por isso, valeria a pena um olhar à situação concreta. 

​Para efeito, foi realizada uma amostragem desses profissionais, numa pesquisa onde participaram 85 professores distribuídos da seguinte maneira: 85,9% do sexo feminino e 14,1% do sexo masculino. Verificou-se uma predominância de professoras do sexo feminino, realidade verificada em todo o país. Eles têm em média de idade 42, anos de idade mínima de 20 anos e máxima de 64 anos e, em relação ao tempo de serviço em sala de aula, 43,7% trabalham na educação infantil, 22,5% nos anos iniciais do ensino, 52,4% exercem no grau fundamental I; 7% trabalham no ensino fundamental II; 8,5% no ensino médio e 14,1% trabalham em outros setores.

​Quanto ao tempo de serviço 43,5% trabalham em sala de aula entre um período de 10 a 15 anos, 12,9% trabalham na educação entre um período de 20 a 25 anos, 20% trabalham em sala de aula entre 1 a 5 anos, dessa forma então a maioria dos sujeitos da pesquisa tem um tempo considerável na educação.

Figura 1: Distribuição da amostra quanto ao tempo de serviço

Frequencies of tempo de serviço
        
LevelsCounts% of TotalCumulative %
1 ( entre 1 a 5 anos) 24 28.2 % 28.2 % 
2 ( entre 10 a 15 anos) 42 49.4 % 77.6 % 
3 ( entre 20 a 25 anos) 13 15.3 % 92.9 % 
4 (mais de 25 anos) 6 7.1 % 100.0 % 
Fonte: A autora, 2023. 

​Ao que se refere a renda familiar 36,5% possuem renda correspondente entre 1 a 3 salários-mínimos, 47,1% tem seus proventos entre 4 e 7 salários; e 16,5% recebem de 8 a 10 salários-mínimos, do total de participantes nenhum revelou ganhar mais de dez salários.

​Quanto a escolaridade dos profissionais da educação, a mostra revela que, 98% são pós-graduados com especialização em alguma área da educação, 9,5% tem mestrado e 1,2% tem doutorado.

​A pesquisa revela que ainda com as tendências da construção da sociedade do conhecimento, tem-se uma porcentagem muito baixa dos profissionais na educação básica com doutorado. O que demonstra o baixo grau atração de profissionais de alta qualificação em inserir-se nesta esfera laboral, essa realidade está paralela ao baixo grau de remuneração dos professores da educação básica. 

Autora: Professora mestranda Ivanilde Araújo de Sousa

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